Anotei em mente um anseio qualquer
Nem discerni qual é.
Talvez o abrir de portas.
E aqui assento em papel branco
E caligrafia torta,
Esse anseio anônimo e abstrato
Que surge em pensamento como a face
De um antigo retrato,rasurado
Pelo efeito do tempo...
Estranho não saber o que se anseia,
Viajante errante que caminha,vagueia
Sou eu nesse caminhar sem saber.
Desejando decifrar sonhos
Almejando o abrir de portas.
E assentando com palavras tortas
As coisas dessa vida rota
Sem bússola e sem leme...
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